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Archive for the ‘Contos Doidozísticos’ Category

Death Tales

novembro 17, 2008 Deixe um comentário

O que é a morte? Difícil de entender, muito mais de explicar. Talvez uma conclusão de sua vida. O que você faz, você paga. Talvez uma injustiça que algum filho da puta comete. Erros, pressa, disturbios, problemas.
Mas antes, o que é a vida?
Você nasce. Você cresce. Você luta. Você batalha. Você conhece alguém especial. Você agora não é mais você. Você agora é nós. Tens um filho. Você volta a batalhar. Se sua vida não tinha sentido, agora tem. Você tem pra quem viver. Você trabalha. Não troca de carro prater o que comer. Sua casa na praia, um dos seus sonhos, adiado.Sua viagem a europa, sua foto-montagem da torre de pizza sendo segura por você, também adiada. Mas vale a pena. Agora são duas pessoas que te amam. Que dependem de você.
Mas um dia, voltando a pé pra casa, já que o carro foi vendido pra pagar as contas atrazadas e o aluguel da casa, um drogado te para na rua e segura uma garrafa quebrada. Pode não ser nada, até o momento em que ele lhe dirige a palavra. Passa a carteira. São as últimas palavras que ele ouviu aquele dia. As últimas que ele falou: Tenho filho e mulher. Este dinheiro suei o mês inteiro para comprar este último litro de leite e estes 6 pães. Por favor, me deixe ir.
Na manhã seguinte, os noticiários anunciam que as brigas entre gangues deixa mais uma família aos prantos.
O único remédio. Aceitar. O poder destroe. Seja pelo mais simples. Um prego caído já o deixa com senssação de poder e vitória. Uma arma, um carro. E até o mais alto, sujo e corrupto. Cargos.
Chefes de empresas matam diretores. Políticos matam outros políticos. Ou até mesmo alguém de sua família para se parecerem vítimas e serem as novas celebridades do momento. O que deveria ser algo a ajudar a população se torna conspiração.
Agora, existe a outra morte. Uma pseudo-morte. A morte de uma pessoa sem seu corpo parar de produzir impulsos elétricos. Sem o sangue parar de correr em suas veias. Sem o seu cérebro parar de penssar na merda de mundo que o cerca. A morte do seu eu.
Batalhamos tanto para conseguir construir algo que possamos olhar pra trás e nos orgulhar. Mas chega a um determinado ponto em que essa pessoa canssa das lutas e das decepções, e se aprisiona, deixando-o confuso, sem ter reações para coisas que seriam normais do dia-a-dia.
Cumprimentar um colega, abraçar um amigo, sorrir para uma garota. É aí que o orgulho e o ego se fortalecem, criando muros de resistência. Nada entra e nada sai, deixando a pessoa se atrofiar aos poucos em seu mundo, levando a loucura, deixando isolada de tudo e de todos, sem ninguém para lhe dar uma mão e retirá-lo da cova. Deixando-se morrer aos poucos.
De mais ou de resto, tem a MORTE. Que anda por aí com sua foice e com uma moeda com uma face dizendo sim, e outra dizendo não, olhando pra você e atirando-a, fazendo sua aposta.

Fight Tales

novembro 17, 2008 Deixe um comentário

Uma vida dedicada a honra e a paz.
Amigos, família, é tudo que um bom homem pode querer.
Um beijo de sua mulher, um abraço de seu filho.
Olharam-se como nunca. Como nunca mais iriam se ver.

Atirado no campo de batalha. Minha espada faz minha honra.
A sede do poder me fez cair. Mas eu nunca falhei. Nunca falhei.

O que posso fazer irmão, se quem comanda me vê como filho.
Você quer o poder, quanto a mim, somente viver.
Irmão, sua sede o fez matar a quem tanto o amava.
Quem te criou, quem te fez, agora jás numa cova profunda.

Matou minha família, tirou parte de mim.
Mas esquecestes de pedir minha cabeça numa bandeja.
Recriei minha vida, junto aos porcos e pestes.
Não queria lutar, mas o fazia por vingança.

Cheguei ao apogeu em sua casa, vozes clamam por meu nome.
Sentes irritado com isso? Apenas dê-me minha vingança.
Já matei. Já morri. Mas o inferno me rejeitou.
Voltei do pó. Voltei das cinzas. Apenas para este momento.

Me atacas como uma garota, mas estou perdendo vida.
Trapaceiro sujo, me feriu. Nunca falhei. Nunca falhei.
Cravi minha adaga e seu pescoço sangra. Meu momento está acontecendo.
Olhe onde seu poder o levou. A sangrar pelas mãos de um gladiador.