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Archive for setembro \28\UTC 2006

My life for a giant rabbit foot

setembro 28, 2006 Deixe um comentário

Estou passando péssimos dias. Nada anda dando certo.
Meu saldo bancário estourou, acabei de assinar uma advertência na empresa, estou devendo dinheiro até para o meu velho, o painél da minha moto está quebrado e vai ficar, pois não tenho dinheiro pra consertar, entre outras diverssas coisas que só acontecem a mim.
Qualquer coisa que tento fazer dá errado. Não tenho nem quase penssado mais nas coisas que tenho que fazer, por que se ficar penssando de mais nem faço com medo de dar cagada.
O negócio mesmo é ficar em casa, assistindo a tv aberta, por que dinheiro pra tv a cabo também não tem.
Preciso urgente de um pé de coelho. GIGANTE.

Terminei

setembro 19, 2006 Deixe um comentário

Este título vai em “portuguêis” mesmo em homenagem ao último episódio da segunda temporada de Lost que acabei de assistir ontem.
Sim, ele termina com uns aviadores falando em português, agora entendi o por que da pessoa pseudo-homem, vulgo Rodrigo Santoro, vai estar na terceira temporada.
Mal posso esperar……

Lost in my Dark Mind

setembro 14, 2006 Deixe um comentário

Febre.
Dor.
Sono.
Insônia.
Canssaço.
Preguiça.
Saudade.
Ódio.
Vontade.
Decepção.
Este é o meu dia de hoje. Hunf. Não deveria ter assistido tanto Lost.

No title today

setembro 14, 2006 Deixe um comentário

Tou sem inspiração pro título, então vamos lá……Querido diário-tela-branca-que-me-cega.
Hoje estou meio maníaco depressivo. Tudo que olho me faz penssar em minha vida. Isto é depressão? Sair pela rua andando de moto com um mp3 na orelha sem rumo e penssando pra onde vou? O que vou fazer até o final do ano? Se preciso investir ou não de um alguéeeeem especial pra deitar no colo e talvez somente dizer como foi meu dia? Ou preciso esquecer tudo isso e deixar que as coisas aconteçam de repente por que assim é melhor? ME DIGA MALDITO PSEUDO-DIÁRIO, O QUE FAZER?????
Ah, esqueci que tirei os coments e o blogger não responde. Mas pelo menos é um bom ouvinte.
Agora me bateu uma dúvida, existe o ouvidor e o leitor. Mas se existe o ouvinte, teóricamente teria que existir o lerinte não? Lingua portuguesa é um saco.
Maaaaaas, continuando…..pronto, terminei.

Hero Saga

setembro 1, 2006 Deixe um comentário

Um novo dia se fez com a luz do sol invadindo minha cabana. Minha mente estava acordada, mas minhas pálpebras não queriam se mover. Sentia-me cansado. Não queria fazer o que havia de ser feito por aquele dia.
Encaminhei-me então para uma bacia com água, onde os últimos resquícios de sono foram tirados com a água gelada. Olhei para minha esposa, bela esposa, deitada na cama, tendo o sono dos anjos. Preferi não acordá-la.
Tomando o meu café matinal, senti algo estranho. Algumas visões vieram à frente de meus olhos. Visões que certamente não gostaria que me acontecesse, pois iria deixar uma bela esposa e um filho pequeno para viver sem meus cuidados. Notei então que meus olhos naquela manhã, estavam querendo predizer algo, não queriam deixar-me ir para meu destino. Mas eu havia de cumprir, afinal, era general, e como estavam em guerra, consegui a confiança e também uns dias de folga para passar com a minha família, e nessa manhã, partiria novamente para a batalha.
Depois de saciada a fome, dirigi-me ao meu aposento. Olhei a farda do império. Em tons vermelhos vivo com adornos em prata e dourado. Admirei por alguns instantes minha armadura, brilhante, em tons de prata, com forjes em dourado de um cavalo com lanças atrás. Meu elmo, também reluzia tons de prata pelo aposento, deixando um tanto quanto ofuscada minhas vistas.
Comecei o ritual das vestimentas. Primeiro coloquei o manto vermelho, o qual tinha orgulho de vestir. Desde a época de soldado, era fiel aos meus comandantes e nunca tinha sido punido por algum desrespeito ou desordem. Vesti então minhas botas e calmamente coloquei minha armadura, depois então o elmo. Tentei fazer o mínimo de barulho, afinal, não queria que minha esposa me visse partindo. Poderia ser a última vez que a veria, e preferia deixar a lembrança da noite anterior.
Toquei de leve a mão da bela moça que dormia, dei-lhe um leve beijo e ainda fiquei a observando por instantes, antes de partir ao aposento de meu filho. Este estava descoberto, encolhido pela noite fria que fez. Voltei a cobri-lo e também lhe dei um leve beijo, tentando ao máximo não despertá-lo.
Ao sair, admirei o belo local em que estava. Plantações de trigo por toda a extensão da fazenda que havia ganhado do império por bons serviços. Árvores que propiciavam frutos perfeitos e suculentos. Cavalos de raça correndo pelo pasto e o nascer do sol que despontava no horizonte.
Meus servos já haviam despertado e estavam fazendo o que lhes foram atribuídos. Cada um tinha uma tarefa, e eles faziam com honra e prestígio. Eu sempre fora gentil e piedoso com cada um deles. Alguns me deviam a vida, pois os comprara quando seriam atirados para a morte.
Pedi a um servo de confiança, chamado Palécius, que cuidasse de minha esposa e filhos enquanto estivesse a serviço do império. Disse-lhe que quando voltasse, seria recompensado com a liberdade e um pedaço de terra para começar nova vida. Não disse isso somente para que a vigilância fosse simplesmente perfeita. Disse com o coração, e com a certeza de que estaria deixando um ótimo servo.
Pediu então que trouxessem meu cavalo. Um belo cavalo. Puro sangue, todo branco e de crinas longas. A cela estava posta e pronta para a batalha. Só estava tomando coragem e relembrando aquelas visões que tive na mesma manhã. Primeiro apoiei a mão sobre a cela. Lentamente pus o pé no arreio. Fiquei alguns instantes assim, de cabeça baixa, refletindo se isso era realmente necessário. Lembrei então das batalhas ganhas, das honras que recebi do próprio imperador. Dos soldados leais e fiéis. Lembrei de quando havia ganhado esta fazenda que estaria deixando, e lembrei também de como conheci minha esposa.
Foi numa das festas que o imperador organizou em minha homenagem. Avistei uma donzela magnífica, muita bem vestida e de um sorriso esplêndido. Seus cabelos eram negros, assim como seus olhos, que brilhavam cada vez que a avistava. Depois das honras e congratulações por ter conquistado algumas terras distantes e derrotado legiões mesmo com meu exército debilitado, foi dado início às festividades. Como eu era o anfitrião, poderia escolher a primeira dama. Pedi-lhe a primeira valsa, e ficamos conversando a noite toda, e ninguém mais era importante naquela festa. Meus olhos, ouvidos e boca eram todos pra ela.
Tomei forças e montei então em meu cavalo. Ergui a cabeça, fiz o sinal da cruz e uma prece ao meu deus e parti. Não estava com pressa, pois sem mim, exército nenhum marcharia. Eu havia sido um herói e sabia dessa posição, mas não cantava glórias, afinal, já fui um escravo, e por estar no lugar certo e na hora certa, salvei a vida do imperador, que estava sob seu cavalo e seria apunhalado pelas costas. Por isso, ele me concedeu a liberdade e um pedido, qualquer pedido. Minha escolha foi tornar-se um cidadão, e assim poder servir ao exército.
Meus servos prostraram-se de joelhos mediante minha partida. Era um sinal de respeito, e eu nunca havia requisitado este tipo de homenagem. Comovi-me, e vi o quão querido era por meus próximos. Uma pequena lágrima percorreu minha face. Aquela manhã estava magnânima e nada poderia por ao chão meu dia.
Os portões foram fechados. Deu-se então, início a cavalgada até o grande forte, onde, ao lado do imperador, iria fazer o discurso de motivação aos soldados e voluntários que em algumas horas, marchariam pelo império e com o império.
Parado a frente dos grandes portões do incrível forte, somente admirando as belas construções que eu tanto já havia visto, relembrei mais uma vez o que nesta manhã havia ocorrido. Aquelas visões ainda me aborreciam, e isso poderia por em risco legiões que marchariam sob meu comando. Em meio a essas divagações, senti uma forte dor no peito, ao lado do coração. Era como se uma lança tivesse atravessado. Por alguns instantes, não consegui respirar. Mas ao colocar a mão sobre a ferida, senti que tudo estava como deveria estar, que nada havia acontecido. Minha armadura estava intacta, e meu tórax totalmente normal.
Requisitei então ao soldado da guarita, que fossem abertos os portões. Ninguém havia respondido. Senti que algo estava estranho, não era normal ficar sem soldados nos altos muros do forte. Tentei em vão procurar uma outra passagem para dentro do forte. Ele fora projetado para não haver invasões ou qualquer tipo de acesso que não fosse pelo portão principal muito bem reforçado.
Mas ao voltar para a entrada do forte, vi que o portão estava erguido, e seu acesso estava agora liberado. Mas a visão que tive não foi a que gostaria de ter. Todo meu exército estava dizimado. Corpos dilacerados por todo o forte. Alguns com ferimentos estranhos, onde algo parecia ter perfurado como se fosse manteiga. Outros totalmente carbonizados. A expressão que se via na face dos cadáveres era o próprio terror. Algo de muito anormal tivera passado por ali.
Cavalguei rapidamente então até o palácio, onde encontraria o imperador, mas ele não estava ali. Nada se fazia presente naquele recinto. Nem corpos, nem cinzas, nem roupas, muito menos armas. Somente a sua coroa, ou o que restara dela sob seu trono. Não havia nenhum sinal de luta também. Tudo estava na mais perfeita ordem. Era como se alguém entrasse ali e todos tivessem saído na mais perfeita boa vontade.
Sai então do palácio, foi quando vi uma sombra. Corri para meu cavalo e cavalguei até o portão principal, onde o havia avistado. Nada foi encontrado. Pela velocidade que se movia não deveria estar longe. Notei então que em todos os corpos perfurados, o coração havia sido arrancado, sua musculatura estava atrofiada e aparentava que algo havia rompido os narizes. Como se algum tipo de instrumento havia sido penetrado pelo orifício.
Foi então que me lembrei de uma velha lenda que meu avô contava sempre. Uma sombra, sem forma e sem alma, vaga por estas terras, se alimentando da força, do conhecimento e do espírito dos homens. Não se sabe a idade, nem se sabe de onde veio. Tudo o que ele sabia era que não havia modos de fugir ou de matar tal forma de vida.
Mas se não havia modos de fugir, onde estaria o corpo do imperador? Tentei em vão procurar pelos restos mortais, mas nada foi encontrado em todo o forte.
Lembrei-me então da minha mulher e filho. Voltei para casa velozmente, passando por vales, rios e montanhas. Nada iria impedir-me de chegar ao meu destino, de proteger minha família, de proteger meus servos, meu patrimônio.
Mas ao chegar no alto do vale, vi toda a plantação em chamas, os animas caídos, todos a sangrar. Vi os leais servos mortos, alguns decapitados, outros também carbonizados, alguns com os mesmos ferimentos dos soldados no forte. Corri desesperado para a cabana, onde restava alguma esperança de encontrar minha mulher e filho escondidos, mas o que vi foi o imperador sentado em uma cadeira, com meus bens mais preciosos amarrados e amordaçados num canto do quarto.
Dizia ele que esperava por esse momento há anos, e que a aliança com a Sombra do Martírio já havia sido feita. Que o meu destino já havia sido selado, e que não iria durar nem mais um minuto. Seus olhos estavam vermelhos de ódio. Suas roupas todas cobertas de sangue. Sua espada manchada pela covardia que havia feito. Eu sabia que fora ele que abrira os portões para a legião invadir e matar meus soldados. Eu sabia que fora ele que retorcera a coroa do império para demonstrar seu ódio contra seu povo. Mas o que eu ainda estava por descobrir era seu incrível poder.
Atacando-me vorazmente, conseguiu me derrubar. Ainda não sei como de repente seu poder foi incrivelmente aumentado. Venceu-me como se eu fosse um aprendiz de soldado. Caído e sangrando, ele dizia que não queria me matar ainda pois um pouco de sofrimento antes da morte seria o que ele mais desejava. Se aproximando de meu filho, desferiu um golpe certeiro em seu pequeno coração, não restando dúvidas se ele estaria vivo ou não. Depois, encaminhando-se em direção a minha mulher, alisou-a, e disse que aquela festa fora tudo combinado para me manter ainda dentro dos limites do império. Desamarrou a corda que a prendia e disse para correr. Quando ela saiu da cabana, ouvi seus gritos de terror. Queria tentar salvá-la, por mais que ela tivesse sido um complô contra mim, mas meus ferimentos não deixavam me mover.
Pedi então o porque de todo aquele ódio contra mim, já que havia conquistado terras e reinos para ele. Inveja. Essa foi à alegação deste que estava a minha frente, pronto para me matar. Ele queria ser forte como eu, valente como eu, ser bravo como eu, ter soldados que o adoravam como eu tinha e principalmente, ter uma bela esposa como eu.
Foi então que ele fez a aliança com a Sombra do Martírio. Não disse qual era o trato, também, pouco me importava o que aquele maldito estaria tramando por debaixo do pano. Mas quando ele iria desferir o golpe de misericórdia contra mim, Palécius, com seu braço esquerdo amputado, conseguiu atravessar sua espada pelo peito do imperador, que caiu ao meu lado.
Logo após sua morte, seu corpo virou cinzas, e a espada se quebrou. Todo aquele poder agora está espalhado pelo vento. Palécius não resistiu ao esforço e caiu ao chão. Meus ferimentos não me possibilitavam nenhum tipo de movimento, mas queria ver minha esposa, então desmaiei.
Quando acordei, não sabia onde estava, nem as pessoas que estavam me tratando. Senti que meus ferimentos estavam todos curados, mas havia perdido minha armadura, meu elmo, espada e cavalo. Itens preciosos e que me iriam me fazer falta. Tantas batalhas ganhas sem ao menos um risco na prata que revestia minha armadura. Minha espada já havia passado por tantos corpos que já havia perdido a conta de quantas vezes limpei-a.
Ainda não sei também, o porque fui poupado pela Sombra do Martírio. Mas não descansarei enquanto não destruir esse ser maligno.