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Archive for maio \31\UTC 2005

Change nothing

Será que é só eu que estou vendo que o mundo está errado e não posso fazer nada para mudar?
Será que é só eu que tenho visto muita merda acontecendo e ninguém está nem um pouco a fim de me ajudar a mudar?
No trabalho, que deveria ser um prazer já que gosto do que faço, os diretores roubam os funcionários. Acho que foi assim que o filho da puta dono da empresa ficou rico. Roubando horas trabalhadas. Roubando vendedores. Roubando horas extras. Roubando até os vale transportes dos funcionários. Fazendo caixa 2. Implantando programas de merda na empresa, que não levam a lugar nenhum, só a mais dinheiro no seu caixa.
E na faculdade. Dizem que a coordenação está do nosso lado, mas vai lá reclamar de professor pra ver. Não adianta nada. Eles mandam ir falar com o próprio professor. Então vamos falar com o professor, mas ele manda ir falar com a coordenação. Então ficamos nesse ping-pong até desistir de reclamar e deixar a merda cair cada vez mais sobre nossas cabeças de universitários canssados desse sistema.
Ontem a coordenadora reclamou que ninguém da minha enorme sala de 8 alunos estava presente para assistir a merda do filme do star wars episódio III, que na verdade é o VI, então fodam-se eles. Quando a gente fazia churrasco ano passado e até esse ano contando com a presença deles, eles também não iam. AGORA QUEREM EXIGIR MERDA DA ONDE?
Reclamar de alguém é uma atidude fútil lá dentro. Uma aula que o professor regente no primeiro dia pede opinião dos alunos e diz que estamos todos errados motiva? Ô motiva. Agora ele diz que está desmotivado com a turma. MAS TAMBÉM. Ele pede uma opinião da turma e todos ficam quietos. Então ele começa a chamar por nome. Respondemos que não sabemos. E adianta discutir?
Minha vida últimamente tem se resumido a trabalhar, estudar e ficar em casa. Meus amigos me abandonaram. Não sei se deveria chamar de amigos, pois acho que amigos compreendem os outros. Minha banda está se defiando entre meus dedos. E olha que minhas atitudes não foram metade do que as do cara que tem tentado mais me cobrar.
Estou passando por uma fase difícil, será que ninguém percebeu?
Minha faculdade está um lixo, gostaria de tê-la largado ainda no primeiro ano, mas recebi a seguinte oferta do meu pai “Ou você estuda, ou sai de casa”. Na época eu não tinha o cú pra troco, se não tinha cuspido na cara e saído com minha trouxa de roupa.
Meu trabalho está me deixando louco. Pela minha moral e ego não admito tanta merda acontecendo. E o pior é que sou uma mera formiga trabalhadeira dentro do formigueiro. Nada posso fazer. Se for reclamar vão me chamar a atenção ainda, mas não vão me mandar embora, afinal depois de tanta merda feita, a empresa está falindo, então mandar um funcionário embora é prejuizo.
Minha vida? A única coisa que tem me deixado feliz agora é quem eu finalmente posso chamar de NAMORADA. Maiúsculo mesmo, pois ela tem me deixado com esperanças por chegar o fim de semana para podermos nos ver. Adoro deitar no colo dela e esquecer que minha vida é uma bosta. Adoro olhar nos olhos dela e sentir que estou sendo amado. Com ela eu esqueço de tudo, dos problemas, da faculade, do trabalho, da minha casa, da minha vida. Sou tudo e todos a ela.

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E agora, nossos comerciais

A vida nada mais é, do que pequenas doses de morte aplicadas a nós diariamente pelo Divino.

Voltamos a nossa programação normal.

A tree of emotions

Meu coração tem uma árvore. Grande. Esbelta. Cheia de folhas.
Toda vez que pensso nela, um furacão passa por ali, fazendo espalhar todas as folhas.
Mas elas crescem novamente. Rápido, antes de mal caírem, se renovam.
As folhas que caem ao chão, eu ajunto, uma a uma. Mas não jogo fora não.
Estou guardando. TODAS. Elas representam o amor que sinto por ti.
Juntando todas, talvez um dia eu consiga ter noção do quanto de folhas juntei, então poderei ter alguma idéia do quanto estou te amando.

Nota a uma pessoa especial.

As folhas rolam com o vento passando. Parece que nada aconteceu. Meu mundo deu várias voltas mas tudo continua seguindo o seu rumo, mas ignore, tente ver se importa a alguém.
Hoje um pedaço de mim se separou. Eu sei que quando voltar, estará maior e bem mais fotalecido, pronto para novas batalhas e para novos momentos inesquecíveis.
Mas hoje…hoje quero dormir pensando em ti amor. Tu que me cuidou quando precisei. Que me viu dormir em momento enfermo, quando tremia de frio, me acobertou, me aqueceu. Quando fechava os olhos em momentos de dor, ficava preocupada e confusa, pensando em meios de melhorar, parecendo querer tomar parte da minha dor para olhar nos meus olhos e notar que está me fazendo bem, que estou melhor, que poderei dizer um obrigado eterno por este momento.
Hoje…hoje só quero ter tu em meus pensamentos. Só quero, antes do apagar das luzes, admirar suas fotos, ter você totalmente dominando meus pensamentos e meus sonhos. Se tiver pesadêlos, tu estará lá para me dar um final feliz. Se tiver em meio a tempestades, tu estará lá para guiar-me. Se estiver em meio a batalhas, tu será meu escudo. Se ainda assim, nada resolver, aposto que estará lá para me consolar, colocar minha cabeça no seu colo e dizer que me ama.
Por que? Por que isso é que pessoas que amam fazem. Duas pessoas que compartilham o mesmo sentimento não desejam ver uma lágrima, mas um sorriso; Se ainda assim não puder, compartilharão das lágrimas. Não desejam ver dor, mas sim saúde; Se não puder, tentará tomar parte da dor para sí, mesmo que não queira. Não deseja que seu companheiro passe frio, mas sim calor intensso; Se não o conseguir, compartilharão do calor um do outro para se aquecerem.
Enfim, amar é viver juntos; É sonhar juntos; É ter objetivos juntos; É apoiar; É sofrer; É viver; É afundar; É se erguer; É AMAR.

TE AMO.

DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO. DO FUNDO DA MINHA ALMA.

Conheci o Paraíso

Noite escura. As ruas parecem nebulosas negras. Não deixam meus olhares contemplarem um submundo poluído, de paredes sujas e pixadas. De ruas fétidas e com enormes buracos. Por um lado, é melhor, já que irei economizar pensamentos e chingões a matriarca do mandante da cidade.
Passando vagarozamente e cabisbaixo por um dos becos da grande avenida, meu colarinho é puxado. Uma faca é posta no meu pescoço, dizendo para não me mecher, ou então ficaria sem uma gota de sangue no corpo, pois iria se assegurar de que isso acontecesse.
Senti mãos percorrerem meu corpo, em busca dos meus pertences de valor, em busca de alguma coisa para no mínimo, sustentar o maldito vício das drogas que o mais maldito ainda homem cria.
Suas mãos param em meu sexo. Pensei comigo que achou que teria algo de valor escondido ali, mas não havia o que esconder naquela hora, estava imóvel, mas frio, como se soubesse o que iria acontecer. A pessoa deu uma olhada pra rua, viu que ninguém estava por perto e me levou mais fundo ainda no beco, me encostou na parede, ainda com a faca no meu pescoço, e por fim se mostrou, no pouco faixo de luz que havia por perto.
Reconheci-a. Era minha vizinha, que por tantas vezes me ignorou quando tentava por diversas vezes conquistá-la ou chamá-la para algum evento. Não fez cara de espanto, nem de surpresa. Só falou que todas as minhas tentativas foram em vão pois ela não queria que eu descobrisse o seu segredo. Ela me amava tanto, que não deixou eu saber, nem suspeitar do seu maior pesadêlo.
Disse-lhe que faria tudo para passar a eternidade ao seu lado, que não importava qual fosse o seu segredo ou a sua aflição, eu iria suportá-lo, pois não aguentava mais o desejo de vê-la e não tê-la.
Ela então se aproximou, respirou perto do meu pescoço e suspirou profundamente. Senti uma mordida, dois pequenos furos em minha principal veia. Por um momento eu senti uma moleza. Depois veio uma escuridão profunda, parecia estar flutuando. Quando voltei a mim, estava numa poltrona, no quarto do seu apartamento, com a outra vizinha adormecida sobre sua cama e com ela, meu grande amor, me dizendo que está refeição é em minha homenagem.

Mudança no blogg

Não vou mais escrever sobre meu dia-a-dia. Vou escrever contos. Podem conter fatos reais….
Ou não….

Brincando de ser Deus

Olhando pela janela, vejo que o céu, antes claro, hoje foi pintado de negro. Raios e trovões povoam sua imensidão. Não se pode mais ver o sol, e somente as poucas luminarias da cidade possibilitam que se aviste algo. Não sei se é o fim do mundo, ou se ele rebelou-se contra todos.
Pessoas estão correndo nas ruas, estão fazendo o que nunca haviam feito. Acham que será o fim deste planeta medíocre, onde as pessoas hora achando que estarão vivendo o último momento de suas vidas, ao invés de se reconciliarem e terminarem suas vidas também medíocres em paz e rodeado de indivíduos que o amam, preferem pensar no individualismo e realizar todos os seus sonhos medonhos e toscos.
Num beco, uma mulher é estuprada. Do outro lado da rua, um menino toma cerveja. Mais pra frente vejo alguns filhos de políticos roubando uma loja de tv´s. Preferi voltar para a solidão do meu apartamento.
Abro um pequeno armário. Tiro um rifle de dentro dele. Eu o usava para caçar nos meus tempos de aventureiro. Meu apartamento é alto e está escuro, ninguém irá me notar.
E então, do alto do meu prédio, fumando um charuto cubano e bebendo uma tequila mexicana, miro para o crânio dessa gente que preferiu ser egoísta e mesquinha nesses últimos momentos. Um pequeno esforço e liberto mais uma alma, assim como deus tem feito do alto das nuvens. Me senti poderoso, mas tudo esta acabando, as nuvens negras tomaram o meu corpo e me levaram para as profundezas de suas agonias. De repente o céu voltou a clarear. O sol novamente despontou no horizonte as pessoas voltaram para as suas vidas normais.
Eu? Eu estou aqui, no fundo da terra, em meio a chamas e calor intermináveis, sentado num trono com um tridente na mão.